Fuzzy Duck - Pato esquecido

Fuzzy Duck
Essa maravilhosa banda Inglesa formada em 1970 é, sem sombra de dúvida, uma das pérolas esquecidas da história do Hard Rock. Em sua curta trajetória, deixaram apenas um único álbum homônimo e alguns singles, gravados no final de 71, no mesmo ano em que decretaram o fim da banda.
Formada por Grahame White (guitarra), Mick Hawksworth (baixo), Roy Sharland (teclados) e Paul Francis (bateria), assinaram em 1970 com a MAM Records, subsidiária da DECCA na Inglaterra. Pouco antes do lançamento do disco Grahame White deixa a banda (mais tarde viria a tocar com “Capability Brown”, “Krazy Kat” e “Jackie Lynton Band”) e foi substituído por Garth Watt- Roy(que mais tarde formaria o “The greatest show on earth” junto com seu irmão Norman Watt-Roy).
Com sua sonoridade marcante que fundiam elementos progressivos com flertes no psicodélico e guitarras “bluesy” com riffs pesados,tudo isso temperado com o maravilhoso som do orgão Hammond, que muito nos lembrava os primórdios de bandas como Atomic Rooster, Vanilla Fudge e Uriah Heep ( que serão matérias de futuras publicações).
Em suma, um excelente disco que agrada em cheio aos amantes do Hard setentista.
Interessante observar que todos os membros da banda já haviam passado por bandas memoráveis antes de formarem o Fuzzy Duck,então vejamos:Grahame White e Mick Hawksworth são egressos do maravilhoso Andromeda, Paul Francis já comandara a bateria do Tuck Buzzard e Roy Sharland havia tocado no embrião do que seria o Uriah Heep que na época chamava-se Spice.
Eles não ficaram mais de dois anos juntos, mas o Fuzzy Duck acabou sendo um trampolim para diversos outros projetos futuros e todos os seus integrantes tiveram uma longa vida no Rock’n'Roll. Um disco memorável e obrigatório em toda coleção de Hard Rock 70.
Um grande abraço e até a próxima!
Marcelo Pizarro
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Hawkwind - uma instituição do rock inglês

Dave Brock - Hawkwind
O lado B deste mês trata desta verdadeira instituição do Rock Inglês, o decano do Space Rock, o genial “Hawkwind”. Formado no final dos anos 60 pelo guitarrista David Brock e pelo saxofonista Nik Turner, depois de algumas mudanças de nome e de muitas mudanças de integrantes, a banda se mantém em atividade até os dias de hoje, resistindo aos modismos e permanecendo fiel a sua proposta inicial, com seu som inconfundível, misturando “riffs” pesados com fraseados de guitarra e teclados, além de letras delirantes inspiradas em ficção científica, fantasia e física quântica, sempre sob a liderança de David Brock. Em suas muitas formações já passaram figuras como o escritor Michael Moorcock, o poeta e vocalista “Bob Calvert”, o grande baterista “Ginger Baker” (Cream) e é claro o baixista e vocalista “Lemmy Kilmister”, futuro fundador da banda “Motorhead”.
Embora nunca tenha encerrado suas atividades, o Hawkwind passou um tempo sem alcançar grande repercussão em meados dos anos 80, mas voltaram a velha forma com o álbum “Space bandits” de 1990 e trabalhos seguintes como o genial “The chronicle of the black sword”, inspirado no personagem “Elric” de Michael Moorcock, que foram o suficiente para renovar o interesse pela banda. Mais de 40 anos de estrada, mais de 20 álbuns lançados e os mais representativos músicos do cenário do rock mundial e você pode estar se perguntando agora, como nunca ouvi falar desses caras? Esta é uma ótima oportunidade para conhecê-los.
Um grande abraço e até a próxima!
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas de Hawkwind
Frank Marino & Mahogany Rush

Trata-se do excelente “Power trio” canadense formado por Frank Marino (guitarra e voz), Paul Harwood (baixo) e Jimmy Ayoub (bateria).
Este é um daqueles casos clássicos de uma gritante falta de reconhecimento a este que foi um dos maiores guitarristas de rock de todos os tempos. Frank Marino e sua Mahogany Rush, apesar de serem contratados pela CBS em grande parte de sua carreira, nunca foram reconhecidos como deveriam fora dos EUA, não despontando nem mesmo em seu país de origem, o Canadá. Juntando-se a isso uma grande dificuldade de se encontrar os seus principais álbuns na Europa, no Japão e o que dizer então de América do Sul.
Apesar de tudo isso Frank Marino encantava a todos por onde passava. Dono de uma vóz possante como a dos velhos cantores de blues e de uma guitarra que ia desde os riffs “a la Hendrix”, passeando pelo Hard rock e pelo Jazz com um virtuosismo incrível, certamente influenciando toda uma geração de guitarristas como Paul Gilbert, Stevie Vai, Zakk Wylde, entre muitos outros.
Somando-se a isto tudo um grande amor pela música e pelos palcos sempre realizando shows com aquela garra que os mantiveram em atividade até os dias de hoje. Seus principais álbuns são “Maxoom 73″, “Child of the novelty 74″, “Strange universe 75″, “World anthem 77″ ” Live 78″ e “Tales of the unexpected 79″.
Um grande abraço e até mais!
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas de Frank Marino & Mahogany Rush
Wishbone Ash

Apesar de não serem muito conhecidos pelo grande público o Wishbone Ash tem uma vasta discografia, muitos fãs pelo mundo e acima de tudo um grande amor pela música e pelos palcos, o que proporcionou uma carreira ininterrupta desde 1970 até os dias de hoje, com álbuns que são verdadeiras obras primas na história do Hard Rock e ainda alguns ótimos registros de shows ao vivo.
A banda começou em 1966 com os irmãos Glen Turner (guitarra), Martin Turner (baixo e vocal) e Steve Upton (bateria) na pequena cidade de Exetel na Inglaterra e chamava-se “Empty Vessels”. Esse nome não duraria muito e partiram para Londres já com o nome de “Tanglewood”. O grupo já estava quase desistindo quando foram convidados a abrir um show do “The Yardbirds”. Miles Copeland, que ficou muito impressionado com o show, ofereceu-se como empresário da banda. Nesse momento o guitarrista Glen Turner deixa a banda e a dupla Martin e Steve fica em Londres para continuar o projeto. Eles precisavam de um novo guitarrista e Miles distribui panfletos pela cidade convocando os candidatos. Durante as audições gostaram muito de dois guitarristas: David Ted Turner e Andy Powell. Eles decidiram não contratar um tecladista e ficaram com os dois.
As influências musicais dos novos integrantes foram incorporadas ao som do grupo. Powell com o “Soul” e David mais próximo do “Blues” norte americano que fundiram-se perfeitamente ao estilo Hard Rock e que já tinha umas pitadas de Jazz. Nesta fusão de estilos diferentes nasceu oficialmente o Wishbone Ash.
No início sofreram bastante por falta de espaço para tocar em Londres até que Miles fez um contato com o produtor do Deep Purple que gostou muito do som do grupo e os indicou à gravadora Decca. O curioso é que fecharam o primeiro contrato nos EUA e não na Inglaterra.
Apesar do perfeito entrosamento entre baixo e bateria, com grooves que passeiam por vários estilos entre o Hard e o Jazz, o ponto alto dos arranjos do Wishbone Ash, com certeza, era o perfeito entrosamento entre as duas guitarras e apesar de a origem do termo “Guitarras gêmeas” ser muito discutido entre pesquisadores, críticos e colecionadores, que creditam sua origem a grupos como “The Allman Brothers Band”, “Lynyrd Skynyrd”, “Thin Lyzzy” entre outros, são categóricos em afirmar que foi o Wishbone Ash quem solidificou esse estilo principalmente no terceiro LP da banda “Argus”.
Após várias mudanças de integrantes, o que obviamente alterou significativamente o estilo da banda, uma coisa nunca mudou. A vontade de cair na estrada e fazer o que eles mais sabem, “Rock’n'Roll”.
Um grande abraço e até a próxima!
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas do Wishbone Ash
Highway Robbery
É muito difícil acreditar que bandas deste calibre gravam apenas um álbum e depois desaparecem sem deixar vestígios. Assim foi com a banda americana Highway Robbery. Projeto do guitarrista Michael Stevens, que, com muitas composições prontas e insatisfeito com seus projetos anteriores, resolveu investir suas fichas num power trio, onde pudesse tocar suas músicas ao estilo de bandas como Grand Funk Railroad - que por sinal estavam bombando nos EUA na época.
Para esta empreitada foram convidados o baterista Dom Francisco e o baixista John Livingston, ambos envolvidos em projetos menores, e o resultado foi um Hard Rock vigoroso, com riffs marcantes de guitarra, belos vocais e uma cozinha arrasadora. A banda logo impressionou empresários ligados a RCA Victor, que mesmo não dando o mesmo suporte que eram dados aos principais artistas do seu cast, lançaram em 1972 o álbum For love or money, uma verdadeira pérola na história do rock’n'roll.
Infelizmente para o rock o disco não emplacou. Já em 73 os músicos debandaram, desiludidos pela má aceitação e pela dispensa da RCA. Pouco se sabe dos reais motivos das baixas vendas e dos shows que a banda fez para promover o disco. Talvez o mercado estivesse saturado ou talvez eles estivessem um pouco à frente da sua época, mas isso jamais saberemos.
Depois do desmanche do Highway Robbery, Don Francisco trabalhou com vários artistas de renome como Linda Ronstadt, David Palmer (Steely Dan) entre outros. John Livingston se firmou como produtor musical e músico de estúdio. Sobre Michael Stevens muito pouco se sabe após a experiência com a banda.
Um grande abraço e até a próxima!
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas do Highway Robbery
Lucifer’s friend
Quando falamos de rock alemão logo nos vem à mente bandas como, o progressivo “Triumvirat”, o eletrônico “Kraftwerk”, o craut rock do “Neu”, “Faust”, “Can”, “Necronomicon”, ou seja, vertentes da vanguarda e do experimentalismo, mas todos com uma coisa em comum, a incrível capacidade instrumental, fusão de muitos elementos de outros estilos musicais como o clássico, o jazz, a vanguarda erudita e até o pop.
Com o Lucifer’s friend não foi diferente, quando ex-integrantes da banda “German bonds” se juntaram ao vocalista britânico Jonh Lawton (ex Stonewall) para gravação do primeiro álbum ainda sob o nome de “Asterix” em 1970, uma verdadeira raridade no mundo do vinil. O fato é que esse álbum abriu o caminho para que no mesmo ano, já com o nome de Lucifer’s friend lançassem o disco homônimo, que foi
simplesmente arrebatador, com um hard rock vigoroso, criativo, de extrema competência instrumental, que com certeza influenciou muita gente na década de 1970. Os quatro primeiros discos da banda foram bastante conceituais, acentuando claramente um estilo diferente em cada um deles. O segundo álbum “Where the groupies killed the blues”, tomou um caminho mais experimental no rock progressivo e psicodélico.
Já o terceiro “I’m just a rock’n'roll singer” foi mais para o lado das “Garage bands” com temas como a vida na estrada, liberdade tipo “Sem destino”( Easy Rider”). O quarto álbum “Banquet” apresentou composições mais baseadas numa fusão de jazz-rock bastante interessante.
Em 76 o vocalista John Lawton deixa a banda para juntar-se ao “Uriah Heep” e a partir daí o Lucifer foi tomando um caminho cada vez mais comercial , com álbuns não muito bem recebidos pelos fãs, como em “Good time warrior” de 1978 e “Sneak me in” de 1980 até a volta de Lawton, que depois de ter gravado um álbum solo “Heartbeat”, muito parecido com o som do velho Lucifer em todos os aspectos , retorna oficialmente à banda no álbum “Mean machine”, já com um estilo mais voltado para o “Heavy metal”, até a dissolução da banda em 1982. Em 1990 reuniram-se para a gravação do último álbum, “Sumo grip”.
Componentes:
Jonh Lawton (voz)
Peter Hesslein (guitarra, vocal)
Peter Hecht (piano, teclados)
Dieter Horns (baixo)
Joachim Rietenbach (bateria)
Um grande abraço e até a próxima.
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas do Lucifer’s friend
Blue Oÿster Cult
Muitas bandas entraram no cenário do rock com discos de estréia arrasadores e dentro dessas muitas bandas, o Estadunidense Blue Oÿster cult se destaca como um dos discos de estréia mais arrasadores da história do Hard rock. Depois de muitas mudanças de nome, como “Soft White Underbelly”. “Oaxaca”e”Stalk Forrest Group”, de alguns componentes e de terem muitos álbuns recusados pelas gravadoras, foi depois de assinarem contrato com a Columbia Records e adotarem o nome de Blue Oÿster Cult que em 72 lançaram seu primeiro álbum homônimo. Apesar desse álbum arrasador o BOC demorou
algum tempo para conseguir reconhecimento e credibilidade, já que naquela época todos os grandes expoentes do rock pesado vinham da Europa,especialmente da Inglaterra, e também devido a complexidade de seus arranjos pouco convencionais que já fundiam hard com pitadas de country e jazz e mesclando momentos bastante sutis com petardos alucinantes. Nessa mesma toada gravaram em 73 o excelente álbum”Tyranny and mutation”. A virada veio com a gravação do terceiro álbum”Secret treaties” em 74 que fez com que a banda conseguisse
mais notoriedade e foi em 76 que emplacaram seu primeiro grande hit “don’t fear the reappers” do álbum “Agents of fortune”que inclusive fez parte da trilha sonora do filme “Halloween” e depois em 81,o maior hit da banda “Burning for you” do álbum “fire the unknow origin”.
A banda sempre se destacou por suas letras com temáticas baseadas em literatura de horror e ficção científica inspirados por escritores como”Edgar Allan Poe”, Stephen King e H.P. Lovecraft” e apesar de terem poucos fãs e não serem grandes vendedores de discos, os seus
shows eram incrivelmente cativantes, com seus efeitos especiais,suas luzes, muito laser e performances arrasadoras que renderam a “BOC” vários álbuns ao vivo como “On your feet or on your Kness” 75, “Some enchanted evening” 78 , “Extraterrestrial live”82, entre outros. A banda, apesar de algumas mudanças de componentes, se mantêm em atividade até os dias de hoje mas por enquanto sem lançar nada novo,apenas algumas compilações e sobras de estúdio.
Componentes:
Eric Bloom (voz e guitarra )
Buck Dharma (guitarra e vocal)
Allen Larnier (teclado e vocal)
Joe Bouchard (baixo e vocal)
Albert Bouchard (bateria e vocal)
Richie Castellano (teclado e vocal em 2004)
Jules Radino (bateria em 2004)
Rudy Sarzo (baixo em 2008)
Um grande abraço e até a próxima!
Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas do Blue Oÿster Cult
Foghat
O Foghat, apesar de não ser muito conhecido pelo grande público, não é o que podemos considerar como uma banda “lado B”. Formado no início dos anos 70 na Inglaterra, isso mesmo, apesar de muitos jurarem de pés juntos que os caras eram americanos. Foi com a dissolução da banda “Savoy Brown” que Dave Peveret (voz e guitarra) e Roger Earl (bateria) juntaram-se a Craig MacGregor (baixo) e Rod Price(guitarra). Ao contrário do Savoy, os rapazes do Foghat não conseguiram nenhum reconhecimento em terras de vossa majestade o que fez com que se mudassem para os Estados Unidos , lá ficando para sempre, fazendo um som conhecido como “boogie”(uma espécie de blues tocado mais rápido), mas com a pegada pesada do Hard Rock.
Apesar de muitos álbuns gravados podemos considerar que a fase áurea do Foghat vai até 1977, destacando-se álbuns como “Energized” 74, “Fool for the City” 75, “Rock’n'Roll Outlaws” 75, “Stone Blue” 75, “Night Shift” 76 e “Foghat Live” 77. A partir daí, a banda mostrou uma certa falta de motivação e garra em álbuns que pouco chamaram a atenção até terminarem em 89. Em 1992 voltaram a fazer algumas apresentações em pequenos clubes sem a preocupação de gravar um novo álbum até que o produtor e fã numero um da banda “Rick Rubin”, os convenceu a fazer um disco que marcaria o retorno da banda. Em 94 foi lançado “Return of the Boogie Man”.
A banda fez diversos shows divulgando o disco, mesmo quando o vocalista Dave Peveret descobriu que estava com câncer e se esforçou ao máximo para manter o pique da banda no palco até que em fevereiro de 2000, sua voz marcante silenciasse na terra para sempre.
Um grande abraço e até mais!
Por Marcelo Pizarro
Baixe e ouça algumas músicas do Foghat
Armageddon

Este disco homônimo, uma verdadeira obra prima, foi o derradeiro na carreira e também na vida de Keith Relf. Este compositor, guitarrista, gaitista e vocalista inglês, que anos antes participara do “Yardbirds” e da primeira formação do “Renaissance”, cansado das turnês e desiludido com o show business vinha se dedicando a trabalhar como produtor e músico de estúdio.
Em 1974, ao lado dos ex-”Steamhammer” (uma banda que havia produzido e acompanhado) Martin Pugh (guitarra) e Louis Cennamo (baixo) com quem já tocara no “Renaissance”, que Relf parte para Los Angeles. Lá eles convidam o ex-”Captain Beyond” Bobby Caldwell (bateria) para completar o time. Nasce aí, o que seria uma das grandes bandas da história do hard rock, o “Armageddon”.
Hard rock intrincado, inteligente e porque não dizer genial, com uma sonoridade vigorosa e limpa que muito lembrava o próprio “Captain Beyond”, graças às levadas quebradas de baixo e bateria e excelentes riffs de guitarra com timbragens alucinantes.
Apesar de muito bem recebido pelo público e crítica, a banda chegou ao fim em 75 pela clássica somatória de fatores: problemas com drogas, falta de gerenciamento por parte do empresário, etc.
Em 76, já de volta à Inglaterra, Relf e Cennamo se unem aos antigos membros do “Renaissance” (Jim McCarty e Jane Relf) para um retorno, agora com o nome de “Ilusion”. Foi num ensaio dessa nova banda que Keith Relf morreu eletrocutado por sua guitarra.
Mais uma grande perda no universo do rock.
Um grande abraço e até mais!
Por Marcelo Pizarro
Baixe o ouça algumas músicas do Armageddon
Pink Fairies
O Pink Fairies é uma daquelas bandas que quanto mais ouvimos, mais gostamos. Donos de uma sonoridade crua, suja e arrojada, seus vocais são rudes e os arranjos vão dos riffs pesadíssimos à climas viajantes tanto em composições do grupo quanto em covers como “Walk Don’t Run” dos Ventures e “I Saw Here Standing There” dos Beatles.
Formada em 1970 por Paul Rudolph (guitarra e vocais), Duncan Sanderson (baixo) e Russel Hunter (bateria), todos ex-integrantes do grupo “The Deviants”, um conhecido combo anárquico inglês liderado pelo jornalista Mick Farren, a fase áurea da banda está registrada em 3 discos de estúdio.
“Never Neverland” saiu em 71. “What a Bunch of Sweeties”, de 72, culminou com a saída de Paul Rudolph e que segundo consta, teria sido pelo excessivo consumo de LSD, o que estaria prejudicando os rumos da banda. Para o seu posto foi convocado o guitarrista Mick Wayne (ex-David Bowie). Depois de duas apresentações e uma gravação que gerou 2 singles (”Well, Well, Well” e “Hold On”) Wayne acabou demitido por discordâncias sobre a direção musical da banda. Em seu lugar ficou o guitarrista Larry Wallis (ex-UFO, Shagrat, etc.), que já havia sido contratado como segundo guitarrista e assumiu então a linha de frente dos fairies como guitarra e voz.
Com o power trio Russel, Sanderson e Wallis, partiram para a gravação do terceiro álbum, “Kings of Oblivion” de 73 e que é considerado pela crítica tão bom quanto os anteriores.
Sonzeira mesclando toques ácidos de psicodelia com um hard rock vigoroso, como o clássico “Do It”, que proclama a anarquia ampla, geral e irrestrita e que inspirou uma geração de ícones do movimento punk rock, como John Lydon e Sid Vicious do Sex Pistols.
Apesar de muito aclamada no circuito alternativo e também pelos universitários e “hippies” de plantão, a banda nunca alcançou as grandes massas e com o passar dos anos acabou jogada no pântano das obscuridades musicais. Apesar de muitas tentativas, o Pink Fairies oficialmente nunca mais voltou, ou melhor, em 1987, Russel, Sanderson, Wallis, Twink e Andy Colquhon se reuniram para gravar o álbum “Kill’Em and Eat’Em”, que foi o último registro da banda.
Um grande abraço e até mais!
Por Marcelo Pizarro
Baixe o ouça algumas músicas do Pink Fairies