A música não faz bem apenas para os ouvidos. Ajuda também a criança a desenvolver a coordenação motora, a expressão corporal, o raciocínio e a matemática. Esta nova visão sobre os benefícios da musicalização ajudou na aprovação de uma nova lei que vai entrar em vigor no ano que vem: todas as escolas terão de incluir a disciplina de Música no currículo escolar.
A Música existiu nas escolas até 1972. Depois disso, foi incluída timidamente nas disciplinas de Educação Artística e Arte. A velha visão polivalente da matéria agora será substituída pela lei 11.769, de 2008, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases e incluiu a música como ensino obrigatório em 2011.
A lei é sucinta. Não cita para quais séries é destinada nem o formato e o conteúdo das aulas. O Ministério da Educação (MEC) recomenda apenas que os alunos recebam noções básicas de música, dos hinos cívicos, dos sons de instrumentos de orquestras e os sons folclóricos e regionais. As diretrizes mais específicas serão traçadas pelos conselhos municipais e estaduais de Educação.
A nova lei gera uma demanda de professores especializados. Mesmo não exigindo que os professores de Música sejam graduados na área (ela apenas que tenham formação em Arte) a tendência é que os cursos universitários de Licenciatura em Música vão começar a ter uma procura grande. Não há estatísticas que comprovem o déficit de professores licenciados em Música. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) sabe somente que dos 1,4 milhão de professores da ativa, 39,3 mil são licenciados em Arte. Há quatro anos, o Brasil possuía 42 cursos de Licenciatura em Música, com 1.641 vagas.
Fonte: Gazeta do Povo