Quando falamos de rock alemão logo nos vem à mente bandas como, o progressivo “Triumvirat”, o eletrônico “Kraftwerk”, o craut rock do “Neu”, “Faust”, “Can”, “Necronomicon”, ou seja, vertentes da vanguarda e do experimentalismo, mas todos com uma coisa em comum, a incrível capacidade instrumental, fusão de muitos elementos de outros estilos musicais como o clássico, o jazz, a vanguarda erudita e até o pop.
Com o Lucifer’s friend não foi diferente, quando ex-integrantes da banda “German bonds” se juntaram ao vocalista britânico Jonh Lawton (ex Stonewall) para gravação do primeiro álbum ainda sob o nome de “Asterix” em 1970, uma verdadeira raridade no mundo do vinil. O fato é que esse álbum abriu o caminho para que no mesmo ano, já com o nome de Lucifer’s friend lançassem o disco homônimo, que foi
simplesmente arrebatador, com um hard rock vigoroso, criativo, de extrema competência instrumental, que com certeza influenciou muita gente na década de 1970. Os quatro primeiros discos da banda foram bastante conceituais, acentuando claramente um estilo diferente em cada um deles. O segundo álbum “Where the groupies killed the blues”, tomou um caminho mais experimental no rock progressivo e psicodélico.
Já o terceiro “I’m just a rock’n'roll singer” foi mais para o lado das “Garage bands” com temas como a vida na estrada, liberdade tipo “Sem destino”( Easy Rider”). O quarto álbum “Banquet” apresentou composições mais baseadas numa fusão de jazz-rock bastante interessante.
Em 76 o vocalista John Lawton deixa a banda para juntar-se ao “Uriah Heep” e a partir daí o Lucifer foi tomando um caminho cada vez mais comercial , com álbuns não muito bem recebidos pelos fãs, como em “Good time warrior” de 1978 e “Sneak me in” de 1980 até a volta de Lawton, que depois de ter gravado um álbum solo “Heartbeat”, muito parecido com o som do velho Lucifer em todos os aspectos , retorna oficialmente à banda no álbum “Mean machine”, já com um estilo mais voltado para o “Heavy metal”, até a dissolução da banda em 1982. Em 1990 reuniram-se para a gravação do último álbum, “Sumo grip”.
Componentes:
Jonh Lawton (voz)
Peter Hesslein (guitarra, vocal)
Peter Hecht (piano, teclados)
Dieter Horns (baixo)
Joachim Rietenbach (bateria)
Um grande abraço e até a próxima.
Marcelo Pizarro