
Este disco homônimo, uma verdadeira obra prima, foi o derradeiro na carreira e também na vida de Keith Relf. Este compositor, guitarrista, gaitista e vocalista inglês, que anos antes participara do “Yardbirds” e da primeira formação do “Renaissance”, cansado das turnês e desiludido com o show business vinha se dedicando a trabalhar como produtor e músico de estúdio.
Em 1974, ao lado dos ex-”Steamhammer” (uma banda que havia produzido e acompanhado) Martin Pugh (guitarra) e Louis Cennamo (baixo) com quem já tocara no “Renaissance”, que Relf parte para Los Angeles. Lá eles convidam o ex-”Captain Beyond” Bobby Caldwell (bateria) para completar o time. Nasce aí, o que seria uma das grandes bandas da história do hard rock, o “Armageddon”.
Hard rock intrincado, inteligente e porque não dizer genial, com uma sonoridade vigorosa e limpa que muito lembrava o próprio “Captain Beyond”, graças às levadas quebradas de baixo e bateria e excelentes riffs de guitarra com timbragens alucinantes.
Apesar de muito bem recebido pelo público e crítica, a banda chegou ao fim em 75 pela clássica somatória de fatores: problemas com drogas, falta de gerenciamento por parte do empresário, etc.
Em 76, já de volta à Inglaterra, Relf e Cennamo se unem aos antigos membros do “Renaissance” (Jim McCarty e Jane Relf) para um retorno, agora com o nome de “Ilusion”. Foi num ensaio dessa nova banda que Keith Relf morreu eletrocutado por sua guitarra.
Mais uma grande perda no universo do rock.
Um grande abraço e até mais!
Por Marcelo Pizarro
O Grupo Yandbirds deixou sua influência brilhante em todos seus descendentes, não poderia ser diferente com Armageddon do Keith Relf.