
Podemos dizer que o “outside” é uma técnica que atrai bastante os improvisadores, pois proporciona uma condução melódica rica em tensões, timbres e uma idéia de total liberdade. Na verdade, fruto de bastante trabalho e estudo, essa liberdade vai exigir do improvisador total domínio técnico do instrumento e um profundo conhecimento harmônico.
Tudo começa com uma boa analise harmônica. Outside é sair da harmonia e para sair da harmonia precisamos conhecê-la muito bem. Praticar escalas e arpejos no instrumento também é de extrema importância.
Para não parecer um bicho-de-sete-cabeças e acostumarmos com o som dissonante, proponho um estudo aonde essas dissonâncias virão de forma gradual. Como exemplo, usaremos uma cadência bastante comum na música tonal: II - V - I. Pensando no campo harmônico de Dó maior: Dm7 – G7 – Cmaj7. Considerando um compasso de Dm7, um compasso de G7 e dois compassos de Cmaj7, teremos um pequeno chorus de quatro compassos.




As notas fá# e sol# causarão certo estranhamento, mas lembre-se que estamos apenas estudando e acostumando com o som das escalas.




Começar escolhendo um compasso no nosso pequeno chorus. Nesse compasso usaremos uma dessas tonalidades (fá# ou dó# ou si). O importante aqui é construir frases unindo os dois tons (ex: fá#maior – dó maior). Para resolver a tensão melódica gerada pelo tom afastado, pense em caminhar para as notas do acorde, principalmente.
