São 20 anos de carreira. Cantando ou tocando violão e guitarra, o mineiro Gustavo Resende atua em bandas de pop rock, MPB, sertanejo, fusion e blues. No currículo, trabalhos com Fernanda Porto, Peninha e Nila Branco.
Vem sendo solicitado freqüentemente para o trabalho de formação e direção musical de bandas. Este mesmo know how, Gustavo utiliza em suas práticas de conjunto na Companhia das Cordas.
Como compositor escreve em português direcionado para pop music. Com seu trio Pop Rock Acústico tem se apresentado em casas noturnas como Fazenda Café e na happy hour do charmoso Soulive da Rua Normandia.
Companhia: Conte um pouco sobre os “primórdios”; com que idade você começou a aprender guitarra, onde você morava na época e quem foi seu professor?
Gustavo: Comecei a estudar guitarra com 17 anos aqui em São Paulo com o Celso Leal, bem antes de ele fundar a Companhia das Cordas; uns seis meses antes, tive umas lições básicas de violão acompanhamento.
Companhia: Você, então, é “cria da Companhia”?
Gustavo: Pode-se dizer. Além do que, tenho dado aulas na escola desde os tempos da primeira unidade, na Rua Caminha de Amorim.
Companhia: E quem são os guitarristas que você considera que “fizeram tua cabeça”, quando você estava começando?
Gustavo: Eric Clapton, Santana, Jeff Beck, Jimi Hendrix, Pepeu Gomes e Armandinho do A Cor do Som… principalmente esses.
Companhia: Tem influências do som de Minas (Clube da Esquina ou outros) no teu som?
Gustavo: Na verdade, o meu interesse inicial era pela música brasileira… Na convivência com os meus pais escutava bastante Chico, Paulinho da Viola, Gil e Caetano. Quando comecei no violão, só queria tocar as músicas dos baianos: Caetano, Gil, Moraes, Pepeu, A Cor do Som, Novos Baianos. A música de Minas tem muita personalidade e é rica harmonica e melodicamente, mas como vivi pouco lá e também não toquei muita coisa do som “deles”, no fim, me influenciou pouco, diretamente.
Companhia: Conhecer a fundo música pop faz “a diferença” na hora de dar aulas de guitarra?
Gustavo: Sim, o pop tem essa coisa de “abraçar” elementos de todos os gêneros musicais, e é assim que me comporto na hora de tocar. Os alunos percebem isso. Não sou especialista em nenhum gênero, mas sei me comportar adequadamente em todos. Alguns, às vezes preferem o melhor do estilo e vão buscar isso. Por exemplo, já aconteceu com alunos que desenvolveram uma técnica acima da média e valorizaram isso, ir ter aula com o cara mais rápido e técnico no estilo heavy metal, mas a grande maioria valoriza a versatilidade e o conhecimento geral.
O timbre bem cuidado do pop também influencia nas minhas aulas. Gosto de dar aulas como se estivesse tocando ou gravando, com o timbre bonito, efeitos e playback de qualidade. Afinal, música é som… não adianta apenas o conteúdo ser rico…
Companhia: E os novos projetos?
Gustavo: Um que eu venho dando atenção especial ultimamente é o Trio Pop Rock Acústico que eu montei com o Bráulio Resende, meu irmão, no contrabaixo e o Neymar Pires na percussão. O repertório, como não poderia deixar de ser, é bem eclético: Djavan, Cidade Negra, Eric Clapton, Hendrix, Herbie Hancock, Jamie Cullum, Zeca Baleiro… um monte de outros!
É um trabalho que procura ser, antes de tudo, harmonioso, meio como se a gente procurasse traduzir com nossos improvisos e experimentações o clima amigável de irmãos e amigos convivendo juntos que nós três temos fora do palco.
Clique aqui para conferir a aula sobre bends que o Gustavo preparou especialmente para a Companhia.